Lideranças regionais defendem aplicação de R$ 1,5 bilhão do Funrigs em obras viárias; proposta inclui duplicações na ERS-130, RSC-453 e Via Láctea
Representantes de municípios, entidades empresariais e do setor produtivo do Vale do Taquari articulam uma proposta para garantir investimentos em infraestrutura rodoviária antes da transição do governo estadual. A principal prioridade é a duplicação do eixo entre Venâncio Aires e Encantado, com a aplicação de parte dos R$ 1,5 bilhão previstos no Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) para o Bloco 2 das concessões rodoviárias.
O tema foi debatido em reunião realizada na noite de terça-feira, 20 de outubro, com a participação de prefeitos, lideranças empresariais e do deputado estadual eleito Roberto Lucchese (MDB). O grupo busca construir uma posição conjunta para negociar com o governo do Estado a destinação dos recursos.
Uma das alternativas discutidas é executar as obras por meio da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), com a possibilidade de criar um fundo específico e vincular os recursos às intervenções consideradas prioritárias.
Três frentes somam R$ 1,14 bilhão
A proposta apresentada prevê investimentos em três trechos rodoviários. O primeiro contempla a duplicação de 43,1 quilômetros das rodovias RSC-453 e ERS-130, entre Venâncio Aires e Arroio do Meio, com extensão até Palmas. O custo estimado é de R$ 610,5 milhões.
A segunda intervenção prevê a continuidade da duplicação pela ERS-130, entre Arroio do Meio e Encantado. O trecho de 13,6 quilômetros tem investimento estimado em R$ 336 milhões.
A terceira frente envolve a ERS-128, conhecida como Via Láctea, entre Teutônia e Fazenda Vilanova. A duplicação de 16,3 quilômetros está estimada em R$ 189,4 milhões.
Somadas, as três obras representam aproximadamente R$ 1,14 bilhão. Os valores são estimativas utilizadas para orientar as negociações e não significam que as intervenções estejam contratadas.
Segurança e logística orientam prioridades
Para as lideranças regionais, a melhoria das rodovias é necessária para ampliar a segurança dos deslocamentos, facilitar o transporte de cargas e reduzir dificuldades de mobilidade entre os municípios.
Nilto Scapin, integrante do Conselho do Plano Rio Grande e vice-presidente de Infraestrutura da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), defende que a região mantenha uma mobilização conjunta para apresentar as demandas ao Estado. Ele também aponta a ligação entre Estrela e Teutônia como um trecho que precisa ser considerado nas discussões, com base em levantamentos de fluxo de veículos.
A presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Cintia Agostini, destaca que os projetos devem considerar não apenas o transporte de cargas, mas também os deslocamentos cotidianos das comunidades. Na Via Láctea, por exemplo, a ampliação precisa levar em conta os acessos e a circulação dentro de Teutônia.
Já o presidente da Câmara da Indústria e Comércio do Vale do Taquari (CIC-VT), Angelo Fontana, ressalta a importância de acompanhar a discussão orçamentária na Assembleia Legislativa. Uma emenda ao orçamento de 2027 propõe R$ 375 milhões para as rodovias do Bloco 2.
Recursos não estão reservados exclusivamente ao Vale
Os R$ 1,5 bilhão previstos no Funrigs foram destinados a incentivar investimentos e obras de resiliência em um conjunto de 409 quilômetros de rodovias, que abrange 32 municípios dos vales do Taquari e do Rio Pardo e do Norte gaúcho. O montante não está reservado exclusivamente ao Vale do Taquari.
Por isso, as lideranças buscam uma audiência com o governador Eduardo Leite para discutir os encaminhamentos possíveis ainda durante a atual gestão. A intenção é consolidar as prioridades regionais e, posteriormente, mobilizar representantes na Assembleia Legislativa para acompanhar a destinação dos recursos.
Além da duplicação entre Venâncio Aires e Encantado e da Via Láctea, também está em debate a ampliação ou duplicação da RSC-453 entre Estrela e Teutônia. Esse trecho ainda não conta com estudo prévio de custos, mas estimativas iniciais apontam valores entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões.
A articulação regional busca garantir que os investimentos sejam direcionados a obras estruturantes, evitando que os recursos sejam distribuídos em intervenções menores sem assegurar a execução das duplicações consideradas prioritárias.
Lideranças regionais defendem aplicação de R$ 1,5 bilhão do Funrigs em obras viárias; proposta inclui duplicações na ERS-130, RSC-453 e Via Láctea
Representantes de municípios, entidades empresariais e do setor produtivo do Vale do Taquari articulam uma proposta para garantir investimentos em infraestrutura rodoviária antes da transição do governo estadual. A principal prioridade é a duplicação do eixo entre Venâncio Aires e Encantado, com a aplicação de parte dos R$ 1,5 bilhão previstos no Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) para o Bloco 2 das concessões rodoviárias.
O tema foi debatido em reunião realizada na noite de terça-feira, 20 de outubro, com a participação de prefeitos, lideranças empresariais e do deputado estadual eleito Roberto Lucchese (MDB). O grupo busca construir uma posição conjunta para negociar com o governo do Estado a destinação dos recursos.
Uma das alternativas discutidas é executar as obras por meio da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), com a possibilidade de criar um fundo específico e vincular os recursos às intervenções consideradas prioritárias.
Três frentes somam R$ 1,14 bilhão
A proposta apresentada prevê investimentos em três trechos rodoviários. O primeiro contempla a duplicação de 43,1 quilômetros das rodovias RSC-453 e ERS-130, entre Venâncio Aires e Arroio do Meio, com extensão até Palmas. O custo estimado é de R$ 610,5 milhões.
A segunda intervenção prevê a continuidade da duplicação pela ERS-130, entre Arroio do Meio e Encantado. O trecho de 13,6 quilômetros tem investimento estimado em R$ 336 milhões.
A terceira frente envolve a ERS-128, conhecida como Via Láctea, entre Teutônia e Fazenda Vilanova. A duplicação de 16,3 quilômetros está estimada em R$ 189,4 milhões.
Somadas, as três obras representam aproximadamente R$ 1,14 bilhão. Os valores são estimativas utilizadas para orientar as negociações e não significam que as intervenções estejam contratadas.
Segurança e logística orientam prioridades
Para as lideranças regionais, a melhoria das rodovias é necessária para ampliar a segurança dos deslocamentos, facilitar o transporte de cargas e reduzir dificuldades de mobilidade entre os municípios.
Nilto Scapin, integrante do Conselho do Plano Rio Grande e vice-presidente de Infraestrutura da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), defende que a região mantenha uma mobilização conjunta para apresentar as demandas ao Estado. Ele também aponta a ligação entre Estrela e Teutônia como um trecho que precisa ser considerado nas discussões, com base em levantamentos de fluxo de veículos.
A presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Cintia Agostini, destaca que os projetos devem considerar não apenas o transporte de cargas, mas também os deslocamentos cotidianos das comunidades. Na Via Láctea, por exemplo, a ampliação precisa levar em conta os acessos e a circulação dentro de Teutônia.
Já o presidente da Câmara da Indústria e Comércio do Vale do Taquari (CIC-VT), Angelo Fontana, ressalta a importância de acompanhar a discussão orçamentária na Assembleia Legislativa. Uma emenda ao orçamento de 2027 propõe R$ 375 milhões para as rodovias do Bloco 2.
Recursos não estão reservados exclusivamente ao Vale
Os R$ 1,5 bilhão previstos no Funrigs foram destinados a incentivar investimentos e obras de resiliência em um conjunto de 409 quilômetros de rodovias, que abrange 32 municípios dos vales do Taquari e do Rio Pardo e do Norte gaúcho. O montante não está reservado exclusivamente ao Vale do Taquari.
Por isso, as lideranças buscam uma audiência com o governador Eduardo Leite para discutir os encaminhamentos possíveis ainda durante a atual gestão. A intenção é consolidar as prioridades regionais e, posteriormente, mobilizar representantes na Assembleia Legislativa para acompanhar a destinação dos recursos.
Além da duplicação entre Venâncio Aires e Encantado e da Via Láctea, também está em debate a ampliação ou duplicação da RSC-453 entre Estrela e Teutônia. Esse trecho ainda não conta com estudo prévio de custos, mas estimativas iniciais apontam valores entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões.
A articulação regional busca garantir que os investimentos sejam direcionados a obras estruturantes, evitando que os recursos sejam distribuídos em intervenções menores sem assegurar a execução das duplicações consideradas prioritárias.

