Feira integrada ao Brasa e Prosa reúne 19 MEIs, 13 artesãos e 30 agroindústrias e gera vendas, novos clientes e oportunidades comerciais.
Estrela – A circulação de milhares de visitantes pelo Festival Brasa e Prosa também se converteu em vendas, prospecção de clientes e novas oportunidades para pequenos negócios. Integrada à programação realizada no Parque Princesa do Vale, a Feira de Microempreendedores Individuais (MEIs), Artesanato e Agricultura Familiar reuniu 19 MEIs, 13 artesãos e 30 agroindústrias, utilizando o fluxo gerado pelo evento gastronômico como uma grande vitrine comercial. Mais do que comercializar durante o fim de semana, os expositores puderam apresentar marcas e produtos a novos consumidores e criar relações capazes de continuar gerando negócios depois do encerramento do festival.
Para Anita Edair Oleiniczak, da Essência e Saúde, do Bairro Pinheiros, a primeira experiência na Feira MEI confirmou a capacidade do formato de aproximar pequenos empreendedores de um público que dificilmente seria alcançado em uma ação isolada. Além das vendas registradas, ela destaca justamente o contato com potenciais clientes. “A aceitação foi muito boa e vendemos bem, mas muitas pessoas também conheceram nossos produtos e isso pode gerar vendas posteriormente. Foi a primeira vez que participei da Feira MEI e o modelo está aprovado”, avalia Anita. A dinâmica transforma o grande evento turístico em canal de divulgação e comercialização também para empreendimentos que não estão diretamente ligados à gastronomia.
A artesã Salete Rossetti, do Bairro das Indústrias, percebeu efeito semelhante. Presença recorrente em eventos tanto como MEI quanto como artesã, ela trabalha com bordados e toalhas e destaca que o grande volume de visitantes favoreceu as vendas. “Foi um evento muito bom, que lotou de público atraído pela programação e isso favoreceu também quem estava expondo e comercializando. Quando existe esse movimento, outras atividades acabam sendo beneficiadas”, observa Salete. O desempenho evidencia uma lógica econômica importante para o turismo de eventos: o visitante atraído pela experiência principal passa também a consumir produtos e serviços ofertados no território.
Na Agricultura Familiar, a abrangência ultrapassou Estrela. As 30 agroindústrias participantes representaram 20 municípios gaúchos, em uma operação organizada pelo escritório municipal da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural e Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (Emater/RS-Ascar), com patrocínio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR). A inserção das agroindústrias dentro de um festival essencialmente gastronômico aproximou produtores e consumidores em um ambiente diretamente relacionado aos seus produtos, fortalecendo a comercialização, a divulgação das marcas e a própria conexão entre agricultura familiar, turismo e identidade regional.
Para a prefeita Carine Schwingel, distribuir os efeitos econômicos do festival entre diferentes setores é parte importante do legado deixado pelo Brasa e Prosa. “Tivemos um grande impacto econômico, com muitos negócios e parcerias fechadas. Quando conseguimos reunir turismo, gastronomia, pequenos empreendedores, artesãos e produtores em uma mesma programação, criamos oportunidades que permanecem muito além dos dias do evento”, destaca a chefe do Executivo estrelense.
O Festival Brasa e Prosa foi realizado pela Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Agronegócio (Cacis) de Estrela, com apoio da Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales) e do Município de Estrela e patrocínio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Badesul Desenvolvimento – Governo do Estado do Rio Grande do Sul e Sicredi. A participação da Agricultura Familiar contou ainda com a organização da Emater/RS-Ascar e o patrocínio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR).

