EGR afirma que fissuras surgiram na face preservada do pilar, mantém bloqueio para veículos, pedestres e ambulâncias e diz que plano de recuperação segue previsto em cerca de 40 dias, condicionado ao clima.
A ponte sobre o rio Guaporé, na ERS-129, entre Encantado e Muçum, permanecerá interditada por tempo indeterminado após o surgimento de novas trincas no pilar danificado. A decisão foi tomada pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) depois que inspeções com câmeras identificaram fissuras na face da estrutura que até então permanecia preservada.
Segundo o presidente da instituição, Luís Fernando Vanacôr, a parte do pilar já comprometida está submersa em razão da elevação do rio, o que impede a avaliação completa dos danos. As imagens captadas pelas câmeras são observados pelos projetistas responsáveis pela obra, que acompanham a evolução das fissuras antes de definir os próximos passos da recuperação.
Estatal afirma que as novas trincas podem indicar perda gradual da capacidade de sustentação do pilar. Por esse motivo, a travessia continuará fechada para veículos e pedestres. “Não podemos assumir a responsabilidade de liberar o tráfego sem ter segurança sobre o comportamento da estrutura”, afirmou Vanacôr.
Apesar do agravamento, a avaliação técnica ainda é de que o pilar segue sustentando o próprio peso e os tabuleiros da ponte. Se essa condição for mantida, a recuperação poderá ocorrer sem mudanças significativas no projeto, o que reduziria o tempo e o custo da intervenção.
EGR mantém a previsão inicial de aproximadamente 40 dias para a recuperação da estrutura, prazo que continua condicionado às condições climáticas. Segundo Vanacôr, o plano segue concentrado na recuperação do pilar existente, preservando suas características. A necessidade de reforços adicionais não está descartada, mas, se ocorrer, deverá exigir apenas ajustes pontuais no projeto.
O pior cenário considerado pela equipe técnica seria o colapso do pilar já danificado. Nesse caso, dois vãos, de cerca de 30 metros cada, poderiam ceder, exigindo a reconstrução de aproximadamente 60 metros da ponte e de um novo pilar. Segundo o presidente, essa hipótese não é, neste momento, a principal projeção. A EGR espera obter um diagnóstico mais preciso quando o nível do leito baixar e permitir inspeções diretas na estrutura.

