Com a presença de mais de 200 pessoas, o III Seminário de Inovação foi uma das atrações da 7ª Jornada Técnica do Setor Alimentício nesta quinta-feira (14). A programação contou com seis palestras que abordaram temas como controle da glicemia e da saciedade, transglutaminase, produtos inovadores que fracassam, entre outros assuntos ligados à inovação e ao futuro da indústria alimentícia. Um dos destaques foi a palestra “Neurociência da inovação: como o cérebro decide o que é novo”, ministrada pelo doutor e mestre em Neurofisiologia, Billy Nascimento, que apresentou reflexões sobre o comportamento do consumidor e a forma como o cérebro percebe novidades e toma decisões.
A abertura do seminário foi conduzida pela coordenadora da atividade, Cristina Leonhardt. Em sua fala, ela destacou que a proposta do Palco de Inovação é proporcionar uma diversidade de temas e perspectivas, permitindo que os participantes reflitam sobre o futuro de seus negócios e encontrem inspiração para tornar as empresas mais inovadoras, criativas e tecnológicas.
Neurociência e comportamento do consumidor
Durante a palestra, Billy Nascimento abordou como o comportamento do consumidor é influenciado por fatores inconscientes e nem sempre racionais. Segundo ele, embora as pessoas tentem justificar suas escolhas de forma lógica, grande parte das decisões é guiada pelo inconsciente, inclusive em situações cotidianas, como a escolha de produtos, alimentos ou marcas.
Ao falar sobre inovação e desenvolvimento de produtos, o especialista destacou que as empresas costumam buscar respostas racionais para entender o consumidor, mas que muitas decisões seguem uma lógica diferente, ligada às emoções, percepções e memórias construídas ao longo do tempo. Dentro desse contexto, Billy apresentou a metodologia “Mindex”, desenvolvida para compreender como marcas criam expectativas e experiências de consumo.
Na explanação, ele explicou que marcas fortes e inovadoras conseguem unir disponibilidade mental e disponibilidade perceptual. “A disponibilidade mental, mais a disponibilidade perceptual é igual a uma marca que inova bem, uma marca forte”, afirmou. Segundo o palestrante, a disponibilidade perceptual é construída por três pilares: presença, proeminência e relevância. Já a disponibilidade mental está ligada à capacidade de a marca surgir naturalmente na mente do consumidor em momentos de compra ou necessidade. “Disponibilidade mental é uma capacidade que a marca constrói para que o nosso cérebro a eleve no momento que eu preciso resolver o problema”, explicou. Conforme o neurofisiologista, essa disponibilidade envolve três camadas: memorabilidade, distintividade e consistência.
Ao encerrar a palestra, ele ressaltou que compreender esses fatores é essencial para desenvolver produtos que criem conexão com o consumidor e consigam se destacar no mercado. “Com isso, eu acredito que vocês têm um mapa muito interessante para continuar desenvolvendo produtos e produzindo coisas maravilhosas”, concluiu.
A Jornada
A 7ª Jornada Técnica do Setor Alimentício iniciou na terça-feira (12) e encerra nesta quinta-feira no Clube Tiro e Caça, em Lajeado. Nesta quinta, além do Seminário de Inovação, também ocorreu o III Seminário de Lácteos. A programação ainda contou com o XXII Workshop em Alimentos e o IV Seminário de Qualidade e Segurança em Alimentos, realizados na quarta-feira.
Paralelamente à programação técnica, os visitantes puderam conferir o Salão do Expositor, que nesta edição reuniu 70 empresas com soluções alinhadas às principais demandas da indústria alimentícia, como reformulação de produtos, saudabilidade, segurança dos alimentos, eficiência produtiva e sustentabilidade.

