

Em seu pronunciamento, o prefeito Marcelo Caumo salientou que o Vale do Taquari estava sendo pioneiro no interior do estado com a criação do Instituto Cultural Ipê-Amarelo. “Estamos nos espelhando no bem sucedido Instituto Cultural Floresta que está trazendo excelentes resultados para a segurança pública de Porto Alegre”, concluiu o chefe do Executivo lajeadense.
O evento contou com três apresentações. A primeira foi proferida pelo presidente da Associação Lajeadense Pró-Segurança Pública (Alsepro), Fabrício Schneider, que falou das realizações e área de atuação da entidade. Em seguida, Ultramari apresentou o case do Instituto Cultural Floresta (ICF). “O instituto é uma mobilização apolítica, que iniciou suas atividades em 2016 com 54 empresários doando recursos próprios para equipar os órgãos de segurança de Porto Alegre”, afirmou Ultramari, lembrando que a primeira doação foi de R$ 14 milhões, sem nenhuma contrapartida do governo. Entre as aquisições, 48 viaturas blindadas, pistolas e fuzis, coletes à prova de balas, rádios comunicadores, entre outros equipamentos que aparelharam dois batalhões da Brigada Militar e um grupo tático da Polícia Civil. Entre os resultados, e após diversos investimentos, ao final de 2018 verificou-se a queda de até 70% nos assassinatos nos bairros mais violentos de Porto Alegre.
Entre outras realizações que ocorreram em sintonia e colaboração com o governo do estado, Ultramari citou a Lei de Incentivo à Segurança Pública, que pode triplicar os investimentos na área. “Nossa estimativa é captar cerca de R$ 100 milhões na iniciativa privada somente em 2019, com os empresários podendo aplicar até 5% do valor devido de ICMS em projetos de segurança”, destacou Ultramari. Segundo ele, a lei amplia a capacidade de investimento na segurança, oportuniza mais eficiência na aquisição dos equipamentos e estimula a participação da sociedade, uma vez que os recursos destinados não podem ser utilizados em outras áreas a não ser a segurança pública.
Dando sequência ao evento, Fiorioli fez a apresentação da proposta do Instituto Cultural Ipê-Amarelo/Vale do Taquari. “A nossa projeção, os nossos objetivos e, inclusive, o estatuto do Instituto Ipê-Amarelo serão idênticos ao do Instituto Cultural Floresta”, afirmou o promotor. Segundo ele, o Instituto Ipê Amarelo vem somar forças à Alsepro e demais Consepros que existem nos municípios, porém, permitirá uma união de esforços e recursos de todo Vale do Taquari no combate à criminalidade. “O instituto terá foco na busca de investimentos em critério regional ao invés do custeio”, destacou.
Por sua vez, o deputado estadual e tenente coronel Luciano Zucco afirmou que os jovens brasileiros estão perdendo o encanto de viver no país. “A maioria não pensa mais em viver aqui. Eles se imaginam morando fora do Brasil e isso se deve, e muito, à falta de segurança para viver em paz, trabalhar e criar suas famílias”, apontou.
Por fim, o secretário Adjunto Estadual de Segurança Pública, coronel Marcelo Frota, disse que os investimentos em segurança estão intrinsecamente ligados à redução da criminalidade. “Se recuamos nos investimentos, não existe vácuo. A criminalidade vai se expandir”, alertou. Por outro lado, explicou que ajustes ainda estão sendo feitos para que a Lei de Incentivo à Segurança Pública se torne menos burocrática e mais justa, no sentido de viabilizar de forma mais facilitada os investimentos da iniciativa privada nas compensações de ICMS. “Ao invés de compensar, serão criados créditos de ICMS”, adiantou.
Simbolizando a união de esforços entre as diferentes instituições públicas, empresários e entidades que trabalham em prol da segurança pública, o grupo participante do evento posou para uma foto coletiva, recebendo na saída do salão de eventos da prefeitura mudas de Ipê-Amarelo, árvore símbolo de Lajeado e que dá nome ao Instituto que está na iminência de ser oficialmente criado.
Texto e foto: Rafael Scheeren Grün
Assessoria de Imprensa de Lajeado

