

A mosca-das-frutas é uma das principiais pragas da fruticultura na atualidade. Entre as principais espécies destacam-se a mosca sul americana Anastrepha fraterculus e a mosca do mediterrâneo Ceratitis capitata, sendo a primeira o principal problema para a região Sul do Brasil.
Entre as principais características da mosca, destaca-se o hábito diurno, sobrevivência em pomares próximos de matos, onde se alimenta de frutos silvestres como pitangas, araçás e goiabas. Para seu desenvolvimento, na fase larval, requer uma dieta rica em proteína, alimentando-se de frutos em desenvolvimento.
O ataque da praga coincide com o período de inicio da maturação dos frutos. Uma única mosca fêmea possui a capacidade de ovopositar de 500 a 1.000 ovos, podendo ser encontrados, mais de uma larva por fruto. Após alguns dias do ataque, os frutos manifestam uma lesão concêntrica e coalescente, que leva a maturação precoce e posterior queda da frutificação. A lesão ainda serve de uma porta de entrada para importantes doenças, como é o caso da podridão parda no pessegueiro.
Após desenvolvida a larva e o fruto caído ao solo, a mosca forma uma pupa (crisálida), de onde na sequência emergem novas moscas adultas, que retornarão a fazer o mesmo ciclo. Em anos quentes e com umidade, uma maior população de moscas é observada, pois com o aumento da temperatura, a mosca passa a se proliferar com maior velocidade.
Uma medida muito importante para monitoramento consiste no uso de iscas com atrativos alimentares como suco de frutas, melaço e proteínas hidrolisadas em garrafas pet ou ainda utilizando armadilhas do tipo bola (McPhail). A presença de apenas uma mosca-das-frutas capturada em armadilha já requer nossa atenção.
Entre as medidas preventivas cabe a coleta de frutos caídos dos pomares e aterramento destes, além de ensacamento de frutos (uso de saquinhos de papel), previamente ao início da maturação. Lembrando que o início do ataque pode variar de um fruto para outro, e que a fêmea consegue ovopositar em frutos bastante consistentes, a exemplo da laranja.
Até pouco tempo, havia poucas ferramentas para manejo da mosca, sem a necessidade da aplicação de inseticidas (muitos deles com ação de profundidade já banidos do mercado), o que contribuía para dúvida quanto ao risco do consumo de frutos “limpinhos por fora”.
Atualmente em lojas especializadas e na internet são encontrados produtos com alta eficácia para monitoramento e também controle da mosca-das-frutas, sem a necessidade do uso de agrotóxicos.
Para maiores informações procure a Emater. Boa semana!
Eduardo Mariotti Gonçalves
Engenheiro Agrônomo, Emater RS

