Recuperação climática, manejo do solo e investimentos em adubação impulsionam produção estimada em 320 mil toneladas e movimentação de R$ 1,26 bilhão em 2026.
Símbolo da cultura gaúcha e atividade estratégica para a economia regional, a cadeia produtiva da erva-mate volta a registrar sinais consistentes de recuperação. Após anos marcados por estiagens, enchentes e oscilações na produção, o setor projeta colher 320 mil toneladas em 2026, o maior volume desde 2019.
A retomada também deve impulsionar a economia. Conforme estimativas do Programa Gaúcho para Qualidade e a Valorização da Erva-Mate (Pgmate/RS), a atividade deverá movimentar cerca de R$ 1,26 bilhão ao longo do ano.
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Presidente da AA Erva-Mate, Clovis Roman atribui o desempenho à combinação entre condições climáticas mais favoráveis, preços remuneradores e investimentos realizados pelos produtores nos últimos anos. Segundo ele, os resultados refletem um processo gradual de recuperação após sucessivas estiagens que comprometeram a produtividade dos ervais.
Para sustentar esse ciclo de recuperação, a entidade tem ampliado ações de assistência técnica aos produtores. Em parceria com o Sebrae, a associação desenvolve consultorias voltadas ao manejo nutricional dos ervais, com foco na eficiência produtiva e na qualidade da matéria-prima.
“A erva-mate é um organismo vivo. A forma como ela absorve nutrientes e se desenvolve influencia diretamente o produto final. Quanto mais adequado for o manejo, melhores tendem a ser os resultados para a indústria e para o consumidor”, conclui Roman.

