Segundo baile típico lotou novamente o salão do Cristo Rei na noite de sábado e programação foi encerrada neste domingo com o último café colonial da 58ª edição, integrada aos 150 anos do município.
Depois de semanas de música típica, danças folclóricas, gastronomia alemã e salão lotado, o 58º Festival do Chucrute chegou ao fim neste domingo, 24, em Estrela, com expectativa de público superior a 10 mil pessoas ao longo da programação.
O encerramento ocorreu no salão do Cristo Rei com o segundo café colonial da edição, realizado na tarde deste domingo. Na noite anterior, o segundo baile típico voltou a reunir grande público no município, repetindo o movimento registrado durante o primeiro fim de semana do festival.
Ao longo das últimas semanas, o evento integrou a programação dos 150 anos de Estrela e transformou o Cristo Rei em um dos principais pontos de encontro da comunidade, reunindo moradores da região, visitantes de diferentes estados brasileiros e até pessoas vindas de fora do país.


Mais de 500 dançarinos participaram das apresentações folclóricas realizadas ao longo da programação em Estrela
Somente no primeiro baile típico, realizado no dia 16, cerca de 2,8 mil pessoas passaram pelo festival. Já o primeiro café colonial reuniu aproximadamente 2,2 mil visitantes. A projeção da organização era superar a marca de 10 mil participantes somando todas as atividades promovidas durante a programação.
Além dos bailes e cafés coloniais, o festival também contou com desfile típico, Festa da Feliz Idade, Festa do Idoso e Festa das Apaes, mantendo o salão movimentado por quase três semanas consecutivas.
Secretário de Cultura de Estrela e coordenador dos grupos folclóricos, Andréas Hamester destaca que a edição deste ano reforçou a força cultural construída pelo evento ao longo das décadas.
“No último sábado tivemos pessoas de diversos estados e até de fora do Brasil participando conosco. Isso mostra como o Festival do Chucrute ultrapassa barreiras e leva o nome de Estrela para diferentes lugares”, afirma.
Segundo ele, outro aspecto percebido durante a programação foi o interesse crescente de famílias em aproximar crianças e adolescentes da cultura folclórica.
“Muitos pais acabam conhecendo o festival, vendo as apresentações e depois procuram os grupos para colocar os filhos na dança. Isso ajuda a manter viva essa tradição que atravessa gerações.”
Atualmente, os grupos folclóricos estrelenses somam mais de 500 dançarinos distribuídos em 14 categorias, envolvendo desde crianças pequenas até grupos de casais veteranos. Considerado um dos maiores movimentos ligados à dança alemã no Estado, o grupo acumula 62 anos de história.
Entre os visitantes desta edição estiveram a estrelense Milena Rasche, 34, o esposo paulista Arthur Lyra, 34, e o filho Benjamin, de dois anos. Morando atualmente em São Paulo, a família voltou ao município para acompanhar o festival e prestigiar os familiares que integram os grupos folclóricos.
“Queremos que ele conheça essa tradição e essa ligação da família com Estrela”, comentou Milena durante o baile típico.


Arthur Lyra, Milena Rasche e o pequeno Benjamin vieram de São Paulo para acompanhar o festival e prestigiar familiares ligados aos grupos folclóricos estrelenses
Além das apresentações culturais, o festival também mobilizou dezenas de voluntários responsáveis pela ornamentação, cozinha e preparo das refeições típicas servidas durante os eventos.
Neste ano, aproximadamente 320 repolhos resultaram em mais de 420 quilos de chucrute produzidos artesanalmente. A expectativa também apontava consumo superior a 7 mil litros de chopp ao longo da edição.

