Cooperativa seguiu a tendência de aumento das exportações brasileiras e teve Filipinas como o principal destino
A exportação de carne suína brasileira registrou recorde histórico no ano de 2025, conforme a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Os dados divulgados pela associação mostram que o volume exportado aumentou 11,6% em comparação ao ano de 2024.
Na Dália, em comparação a 2024, houve uma elevação de 39,23% no volume de carne suína comercializada no mercado externo. O principal destino foi Filipinas, que também lidera o volume exportado de carne suína do Brasil.
Além disso, geralmente, o mês de julho é quando há mais embarques na cooperativa e representou um aumento no último ano, chegando a 25,09% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O aumento dos embarques da Dália Alimentos abrangeu 26 destinos localizados nos continentes da América do Sul, Ásia e África. Para o Presidente Executivo, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas, assim como para o Brasil, a exportação constitui um importante diferencial competitivo, uma vez que os mercados internacionais desempenham papel essencial na viabilização econômica do agronegócio. “O aumento de escala produtiva torna-se imprescindível para sustentar a atividade e o excedente gerado precisa ser direcionado ao mercado externo”, afirma.
Freitas revela que, a cada ano, os custos de produção se elevam, seja em função da inflação, da alta carga tributária ou das taxas de juros. “Para compensar esses fatores, é necessário ampliar o volume produzido e diluir os custos fixos, o que permite manter as já reduzidas margens obtidas. Contudo, a expansão da oferta exige aumento proporcional do consumo, algo que não ocorre internamente, devido ao baixo poder aquisitivo da população brasileira, impactando diretamente a rentabilidade do setor.”
Nesse cenário, o dirigente avalia que a exportação se torna condição fundamental para a sobrevivência das agroindústrias de alimentos. “No mercado nacional, as operações frequentemente resultam em prejuízo, enquanto a rentabilidade, ainda que limitada, provém majoritariamente das vendas ao exterior.”
Diante disso, a Dália projeta elevar sua participação no mercado internacional, ampliando o volume de produtos exportados. “Esse objetivo, porém, depende do atendimento rigoroso às exigências dos mercados importadores, que incluem sanidade do rebanho, qualidade dos produtos, bem-estar animal e respeito ao meio ambiente”, pontua Carlos Alberto.
Mercado Externo
A Dália Alimentos exporta produtos suínos desde 1992, com os cortes suínos congelados marcando o início da presença da empresa no mercado internacional, atuando em diversos países da Ásia, África e Mercosul.
Cenário geral
Segundo a ABPA, as exportações chegaram ao volume de 1,510 milhão de toneladas em 2025, sendo um recorde histórico para as exportações do setor, superando o registrado em 2024, quando chegou à marca de 1,352 milhão de toneladas. Com isto, as projeções da associação é de que o Brasil supere o Canadá, assumindo o terceiro lugar entre os maiores exportadores mundiais de carne suína.
Somente no mês de dezembro do ano passado, os embarques totalizaram 137,8 mil toneladas de carne suína, volume 25,8% superior ao registrado em dezembro de 2024, quando os embarques somaram 109,5 mil toneladas.
A ABPA também divulgou que o aumento não foi apenas do volume exportado de carne suína, mas houve um impacto positivo na receita, que gerou US$ 3,619 bilhões em 2025, número 19,3% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 3,033 bilhões.

